
Na linha de Rousseau, depois de intensos e desgastantes debates, eis que Simões dá um salto de qualidade na vida pública, aproximando o povo do exercício da democracia, combatendo as desigualdades com a edição do Decreto Legislativo oficializando o instituto da Câmara Itinerante em suas hostes.
Quando abro o texto com Rousseau, assim o faço,porque remonto ao pai da matéria, que, nos idos iluministas, em plena França Revolucionária, apontava para que “o verdadeiro fundador da sociedade foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer ‘isto é meu’ e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo”. Nesse diapasão cabe as instituições públicas, no nosso caso o parlamento, leia-se Câmara de Vereadores, respaldar o que ao povo cabe: garantir o exercício da liberdade humana.
Liberdade de monitorar, fiscalizar, intervir, deliberar, exercer, tomar decisões, sendo o agente político, o vereador, um simples representante desse conjunto de demandas tão reprimidas em nossa incipiente República. Que, para alguns, não passa de um principado. Mas, a de se registrar, que o Rei está nu, e ao povo cabe a soberania da vontade geral.
Finalizo essas linhas, contemplando a participação de todos os cidadãos dessa maravilhosa terra, em especial aos abnegados da Rádio, aos incansáveis comunicadores do site www.simoespi.com.br, as professoras, os agricultores, comerciantes, agentes de sáude, enfim, a todos aqueles que diuturnamente, enfrentaram essa batalha conosco, sedimentando o direito dos distritos de tomarem parte das decisões da Câmara, educando o povo para o exercício do poder.
Como educadora, antes de está a frente desse projeto político, já acreditava na firmeza desse instrumento político itinerante, quando me abraçei com a obra, o Emílio, de Rousseau, que, enfrentando a burguesia, registrava a importância de se fomentar nas crianças o comprometimento metodológico com o exercício da autonomia e da criatividade, em contato com a natureza, valorizando a igualdade e a liberdade, É pra elas que fica esse legado.
Enquanto sujeitos de uma nova ordem política, onde por mais que tenhamos carências de paradigmas, cada vez mais sentimos que é possível ser eficaz e eficiente quando nos aproximamos do povo, sendo assim acredito que quanto mais se estende o laço social, mais se debilita e, em geral, um Estado pequeno é proporcionalmente mais forte que o maior, por isso, essa luta valeu a pena, pois foi em prol dos pequenos, dos excluídos. Aprovamos.
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